Brasil vive novo período de liberalização e modernização da economia, diz presidente da CNI durante Fórum Brasil-França

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Robson Braga de Andrade participou na quarta-feira (05), em Paris, de evento realizado em parceira com o Movimento das Empresas da França (MEDEF). O encontro contou com a participação do ministro Santos Cruz

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse a uma plateia de 120 empresários franceses que o Brasil começa a entrar em “um novo período de liberalização e modernização que possibilitará a atração de investimentos estrangeiros e dará maior competitividade à indústria nacional”.

Robson Braga de Andrade participa do 6º Fórum Econômico Brasil-França, na sede do ministério francês da Economia e Finanças, em Paris. O encontro é da CNI em parceria com o Movimento das Empresas da França (MEDEF).

O presidente do Conselho do Movimento das Empresas da França (MEDEF), Alexis Duval, destacou que o Brasil é de longe um dos principais parceiros da França na América Latina. “Temos umas 900 companhias francesas no Brasil que criam cerca de 500 mil empregos. Esse Fórum Econômico é um privilégio para conhecermos melhor os projetos concretos. O setor privado de ambos os países deve desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento de nossas relações econômicas e comerciais”, diz Duval, que também é CEO da Tereos, terceiro maior produtor mundial de açúcar.

Durante o evento, o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, apresentou oportunidades na agenda de privatização do Brasil e em Parcerias Público-Privadas (PPP). “O governo (de Jair Bolsonaro) tem alguns objetivos. Um deles é reduzir o tamanho do Estado. Colocar o Estado no tamanho que ele deve ser. Mostrar a importância do setor privado e descentralizar os recursos, para que eles fiquem nas cidades. É uma mudança na filosofia de como a administração tem que ser”, explicou o general Santos Cruz.

Também participaram do evento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antônio Carlos da Silva, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Sandro Mabel, o presidente da Federação do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Gustavo de Oliveira, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Mário César de Aguiar.

Presidentes de federações estaduais de indústria participam de encontro econômico com investidores franceses

REFORMAS ESTRUTURAIS – “A proposta de Reforma da Previdência Social, já em discussão no Congresso Nacional, será essencial para dar sustentabilidade às contas públicas e para o Brasil voltar a crescer. Outra reforma importante é a tributária, que permitirá que o Brasil se integre ao mundo com melhores condições competitivas”, afirmou o presidente da CNI.

Segundo ele, com mudanças estruturais no sistema tributário, que também já estão tramitando no Congresso, vamos eliminar as fontes de insegurança jurídica, bem como o excesso de obrigações burocráticas que penalizam os empreendedores.

“A indústria apoia essas reformas e outras medidas que venham a contribuir para o equilíbrio das contas públicas, a desburocratização, a melhora do ambiente de negócios, o incentivo aos investimentos, e o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, garantiu.

RELAÇÃO FRANÇA-BRASIL – Para Robson Braga de Andrade, a França tem papel estratégico nas relações culturais e comerciais com o Brasil. Ao longo dos últimos dez anos, o fluxo do comércio bilateral entre o Brasil e a França oscilou significativamente. Registrou períodos mais prósperos, como em 2013, quando o intercâmbio comercial entre os dois países chegou a quase US$ 10 bilhões e outros de retração, como em 2017, quando o somatório das exportações e importações somou US$ 6 bilhões.

“Cabe destacar que as exportações de manufaturados têm se intensificado, o que comprova a maior agregação de valor à nossa pauta exportadora com a França ao longo dos anos”, explicou o presidente. Em 2018, manufaturados e semimanufaturados foram responsáveis por 53% do total das exportações brasileiras, impulsionadas por setores como máquinas e equipamentos mecânicos.

Embora os dados mostrem desaceleração nos últimos anos, há um importante espaço para a ampliação do comércio e dos investimentos entre o Brasil e a França.

Uma pesquisa realizada pela CNI em 2018, que identifica os entraves à competitividade do comércio exterior brasileiro, apontou a França como um dos principais destinos para os quais as empresas exportadoras brasileiras gostariam de ampliar sua atuação nas vendas.

Acordo entre Mercosul e União Europeia vai impulsionar ambiente de negócios entre Brasil e França

ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA – O presidente da CNI destacou que a iniciativa privada dos dois países será impulsionada se os governos se comprometerem com o avanço da negociação de temas que afetam negativamente o ambiente de negócios entre Brasil e França. Entre as prioridades escolhidas pelas empresas brasileiras, encontra-se a necessidade de conclusão do acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia, para o qual o apoio da França é imprescindível.

O acordo terá grande impacto para a economia brasileira e para a indústria em particular, pois a União Europeia é o principal investidor estrangeiro no país e o primeiro parceiro comercial em bens e serviços.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia trará amplas oportunidades de acesso a mercados, tanto para o Brasil quanto para a França. Também permitirá a criação de um arcabouço normativo estável para as relações econômicas entre os blocos, garantindo condições isonômicas de competição aos exportadores e investidores brasileiros, em relação aos demais países que possuem acordos similares com a União Europeia.

Por Agência CNI de Notícias

 

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